Solda e Umidade: Cuidados Essenciais para Garantir a Qualidade do Cordão nos Dias de Chuva

Quem trabalha com soldagem, os desafios na oficina mudam nos dias de chuva. Não é apenas a chuva caindo lá fora que atrapalha; é a umidade invisível no ar que pode arruinar o seu trabalho.
Você já percebeu o arco elétrico instável, o cordão com porosidade (os furinhos indesejados) ou uma solda que trinca pouco tempo depois de esfriar? Na maioria das vezes, é a umidade.
Preparamos este guia técnico sobre como proteger sua solda da umidade e garantir resistência e acabamento, faça chuva ou faça sol.
– Por que a água estraga a solda?
Para entender a solução, precisamos entender o problema. A água contém hidrogênio. Quando a umidade entra em contato com a poça de fusão da solda em altas temperaturas, ela libera esse hidrogênio dentro do metal derretido.
O resultado são dois:
- Porosidade: O gás tenta escapar, criando bolhas dentro ou na superfície do cordão.
- Trincas a Frio (Fissuração por Hidrogênio): Especialmente em aços mais duros, o hidrogênio fragiliza a estrutura, fazendo a peça quebrar sob tensão.
– Cuidados com o Eletrodo Revestido
O revestimento do eletrodo funciona como uma esponja. Ele é higroscópico, ou seja, absorve a umidade do ar naturalmente.
A Solução: Estufas para Eletrodos
Não tente secar eletrodos no forno de cozinha ou com isqueiro. Para garantir a qualidade técnica, você precisa de uma Estufa para Eletrodos (também conhecida como cochicho).
- Armazenamento: Mantém os eletrodos aquecidos e secos, prontos para uso.
- Ressecagem: Recupera eletrodos que já pegaram umidade (seguindo a temperatura indicada pelo fabricante na caixa).
Dica de Ferpam: Se você trabalha em campo ou obra aberta, invista em um Estufa Portátil. Ele mantém o eletrodo seco ao seu lado, ligado na tomada, evitando que o material esfrie e absorva água entre um cordão e outro.
– Preparação da Peça
Nos dias frios e chuvosos, a superfície do metal base pode estar fria e úmida (mesmo que não pareça molhada a olho nu, existe condensação).
Antes de abrir o arco, é obrigatório:
- Limpeza Mecânica: Use uma Lixadeira Angular com disco de desbaste ou escova de aço para remover ferrugem, tinta e óleo. A umidade se esconde nessas impurezas.
- Pré-Aquecimento: Utilize um Maçarico a Gás para aquecer levemente a região da solda. Isso evapora a umidade superficial e reduz o choque térmico, prevenindo trincas.
- Segurança Elétrica: Risco de Choque Aumentado
A umidade não afeta só o metal, ela aumenta a condutividade elétrica do ambiente, elevando drasticamente o risco de choques elétricos para o operador.
A NR-10 e as boas práticas de segurança exigem atenção redobrada na chuva:
- Botinas de Segurança: Verifique se o solado está intacto e seco.
- Luvas de Vaqueta/Raspa: Jamais solde com luvas molhadas ou suadas. A água transforma a luva em um condutor. Tenha pares extras para troca.
- O Chão: Nunca solde pisando em poças d’água. Use estrados de borracha ou madeira seca para se isolar do solo.
- Equipamentos Modernos: Inversoras de Solda
Se você ainda usa transformadores antigos (aquelas caixas pesadas), saiba que as Inversoras de Solda modernas lidam melhor com oscilações e oferecem um arco mais estável, o que ajuda a compensar pequenas variações no ambiente.
Além disso, muitas inversoras modernas possuem sistemas de proteção (VRD) que reduzem a tensão em vazio, diminuindo o risco de choque elétrico quando você não está soldando – uma funcionalidade vital em ambientes úmidos.
Garanta a qualidade com a Ferpam
Não deixe a chuva parar sua produção ou comprometer a segurança da estrutura que você está construindo. Um eletrodo seco e uma peça bem preparada são a diferença entre um serviço aprovado e um retrabalho caro.
Na Ferpam, temos tudo para o soldador profissional:
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